Eu tenho sido estimulada a usar minha criatividade. As imagens e situações que “passam” em minha mente são algo que, por um tempo, me deixaram confusa, mas que resolvi aceitar.
É importante entender que nós não estamos separados do Todo e que a todo momento recebemos energia e nos conectamos com o que há à nossa volta. Conectamo-nos também com energias já conhecidas, seres que cruzaram nossos caminhos em outras épocas, linhas do tempo… Não estamos isolados.
Eu estou aprendendo a deixar que minha imaginação me auxilie a captar essas energias e processar o que quer que queira chegar. Assim, eu auxilio processos em outras dimensões, eu recebo entendimentos que estão além da minha capacidade de criação, eu vejo cidades e seres que só a imaginação pode “criar”.
Eu visitei muitos mundos, conheci seres fantásticos, vi inúmeros seres estelares e recebi algumas mensagens. Muitos desses seres eu somente vejo, pois a forma como a minha consciência foi moldada para entrar no corpo terreno me impede até de entendê-los. Eles são muito diferentes entre si; no entanto, o que eu posso dizer é que o que une todos esses seres é o amor e a neutralidade.
Eu perdi a conta das vezes que eles vieram até mim, quando eu estava em algum momento de confusão do ego, travando uma luta interna entre a Cris e o Eu superior que a anima, e eles sempre vinham para me trazer uma visão mais ampla. Na maioria das vezes, o ego não queria aceitar, pois há uma tendência a se vitimizar e chorar, mas o registro foi feito e fica disponível para que eu possa acessá-lo posteriormente.
Eles vieram muitas vezes para falar sobre energia, para explicar que dentro de uma alma inúmeras consciências encarnam para experienciar e que cada uma tem o necessário para que o aprendizado que a alma precisa seja recolhido. E cada um tem seu propósito. Não há grande ou pequeno aqui. Tudo é contribuição para o todo.
Utilizando a Radiestesia, eu percebi que, embora nós às vezes pensemos que temos que fazer algo grandioso na encarnação, muitos vieram simplesmente para viver, ter uma família, criar seus filhos e essa é uma linda – e não tão simples – missão de vida. Alguns, no entanto, têm outros caminhos para seguir.
Eu fui chamada para algo que eu ainda desconheço e que aos poucos se descortina à minha frente. Mais de uma vez eu fui mostrada que há neblina no meu caminho, não sei se porque eu ainda não estou pronta para ver ou porque simplesmente eu ainda estou trilhando a estrada. E o mais importante aqui é que aos poucos eu sou chamada para ajudar as energias que virão a cruzar meu caminho na 3D, mas que já se conectaram comigo em outras dimensões.
Eu aprendi muito sobre olhar para dentro e curar o ego nesses processos meditativos. Conhecimento que chega a mim agora por outras pessoas, e que eu vejo que realmente está disponível a todos, basta querer se responsabilizar e se conectar com as energias. Eu aprendi da minha maneira, no meu tempo e da forma que servia para mim, mas é interessante ter o processo validado por outra pessoa – normalmente alguém de quem eu nunca ouvi falar.
E tem uma pessoa que eu encontro quase todo dia antes de dormir e ela tem me ensinado mais que todas as outras. Eu me pergunto frequentemente, ainda, como pode ser real algo assim, mas lá está ela, de novo e de novo, me buscando, aceitando a minha ajuda ou fugindo da conexão, como na noite passada. Mas cada um de nós tem os próprios gatilhos para trabalhar na jornada.
Alguns de nós vieram para viver uma história maluca – é como eu me sinto – e que mais traz dúvida do que respostas. Alguns vieram para ser aquele que trilha um caminho um pouco (ou muito) diferente. Eu já não me conformo mais com o normal na minha vida. O normal me traz um sentimento de vazio, de falta. Eu busco o fantástico! Eu aceitei que o fantasiar é parte de mim, que eu quero viver acreditando que magia existe e que há algo maravilhoso que eu ainda não consigo ver, pois não é a hora, mas que esse dia chegará.
Esperar já foi sentença de dor, hoje é só parte do movimento. E, mesmo que eu não veja o caminho, ele já está lá manifestado. Eu precisei de muito trabalho e conversa com o meu ego para que ele pudesse entender que controlar nem sempre traz tranquilidade, que frequentemente é mais causa para dor e falta. Eu estou no processo de tentar deixar que meu Eu Superior crie para mim a vida que ele quer criar, pois de onde eu estou eu não sou capaz de imaginar nada que me traga aquilo que vá me preencher.
Então, que o amanhã me surpreenda com o que vier trazer, pois eu não espero nada, mas eu sinto meu coração aberto para receber o que quiser chegar.
Até mais.
15 de dezembro, 20h53.