Então, parece que os níveis inferiores do meu ego querem sair para brincar…

Existe um equilíbrio que é necessário quando “se sabe” tanto sobre o que vai acontecer, mas na verdade não se tem prova de nada.

Dia após dia eu sou visitada por uma energia que quer chegar e eu sou intuída a auxiliá-la. Ela sempre está aqui. Mas o corpo a percebe como não estando. É um processo bem complexo quando nós sentimos que algo vai acontecer, mas nunca se manifesta. Eu perdi a noção de quantas vezes eu perguntei a mim mesma: “Estou fazendo algo de errado?”. Enquanto isso, ele retorna dia após dia e tudo continua igual.

Meditando hoje, eu me perguntava sobre isso. Sobre o quanto é requerido que eu entre no campo de alguém que nem me conhece… E aí o ego despertou, trazendo um sentimento lá da infância: “Não chega, pois você não merece”. E aí é só sentar e deixar o corpo sentir, chorar, colocar para fora o que precisa ser trabalhado. Se o gatilho apareceu, é porque ele ainda estava ali, só esperando a oportunidade para aparecer e dar um “Alô”.

Eu já falei anteriormente que eu carrego a dor de não ter sido amada como eu achava que deveria ter sido, de que eu não fui olhada, não fui querida. Esse é um processo de cura de uma vida inteira e, aos poucos, eu vou trabalhando, e o corpo e o ego vão recebendo os novos entendimentos. Mas há dias em que o corpo só quer e precisa chorar.

Enquanto eu meditava, eu vi um presente, uma caixa vermelha. Eu visualizei a minha criança interior indo em sua direção e eu pensei: “Será que esse é finalmente o MEU presente?”. Eu sempre esperei algo chegar. Eu sempre soube que algo chegaria em algum momento e o fato de que parece tão perto está mexendo comigo. Está perto? Será? Como eu vou chegar até esse ser que simplesmente não me enxerga e traz à tona todos os gatilhos que eu carrego comigo? Nós andamos lado a lado, mas ele não pode ou escolhe não me ver…

Bom, se eu, como Sagrado Feminino, preciso aprender a me libertar de tudo que “me prende” à necessidade, quão longo ainda é esse processo de cura do ego? Minha Essência sabe que eu não quero ter nada além de paz, mas meu corpo anseia constantemente por uma voz que ressoa na minha mente… Qual o equilíbrio entre saber e aceitar que o momento certo não é definido por vontade, mas por energia e atração?

Eu vivo numa conversa incessante entre meu Eu Superior e meu ego e, no meio deles, o meu corpo só expurga. O que fazer se, nesse momento, o ego diz que só queria merecer, e o Eu Superior diz que ele é exatamente como deveria ser e está onde deveria estar? O corpo, perdido, chora, pois não entende por que tem tão pouco, se na verdade ele tem tudo.

E, de repente, uma música que não ouvia há muito tempo veio à mente: “Apenas mais uma de amor”, do Lulu Santos. Que essa seja a trilha sonora, então.

Até mais.

16 de dezembro, 22h04

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