Algo na conexão mudou. Eu sinto dentro de mim uma energia nova e que traz calma, completude. Que traz certeza, na verdade.
Eu vi dos olhos nascer a compreensão. Um caminho árduo trouxe elucidação. Se ainda existia qualquer dúvida, algo foi respondido. Em silêncio, de mansinho, algo veio e transmutou; algo veio e resgatou um entendimento que estava esquecido.
Não é do meu interesse ser óbvia sobre o que está acontecendo, pois uma mudança na energia pode significar muita coisa. O que é para mim pode ser diferente para você. Mas o que a gente precisa tirar disso é que é necessário sentir e se permitir perceber o que o corpo quer dizer.
Meu corpo está vibrando. É como se ele estivesse preenchido por milhares de abelhas e eu o sinto zumbindo. Mas é como se ele estivesse cansado: meus braços pesam e deixam coisas cair, minhas pernas vacilam como se eu tivesse encontrado um tesouro e, depois da excitação, a adrenalina está baixando e eu perco um pouco o controle delas aqui e acolá.
A consciência está livre, leve, curiosa, mas especialmente conectada. É só pensar e lá está de novo a sensação, a presença. O véu foi desfeito e agora o contato parece tão fácil.
O meu corpo está preenchido de amor. É o que eu sinto. A energia que me envolve me eleva, e é quase como se eu pudesse flutuar. É como se eu não conseguisse “controlar” o corpo, pois o meu campo está ligeiramente deslocado, flutuando acima de mim.
O ontem me trouxe um momento de canalização e conexão com a verdade da minha alma. O amanhã eu permito que chegue como quiser. Não há mais necessidade de controlar. Por que o faria se o que eu mais desejo já está comigo?
Que, através do tempo, essa energia ecoe no meu eu de ontem, para que ele encontre um pouco de equilíbrio e paz. É só o que eu posso pedir. E que o eu de amanhã sinta o processo se potencializar.
Mais do que nunca é hora de sentir: sentir o corpo receber o movimento e se habituar à nova realidade, sentir a paz que a aceitação da verdade traz.
Pensamento incoerente? Muito provavelmente. E assim deve ser, já que a mente hoje só acompanha o movimento. Ela já não mais comanda, ela segue.
E só.
Até amanhã.
13 de dezembro, 22h11.