Sobre se amar e honrar aquilo que sua alma pede…

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A vida é mais do que uma jornada. A vida é mais do que o caminhar. É experienciar, experimentar, sentir, vivenciar e não ocultar. Nós viemos para apontar uma lanterna para dentro de nós e ver. Ver especialmente aquilo que nós tentamos esconder. Não do outro, mas de nós mesmos.

Para a espiritualidade, nós somos perfeitos. Mas dentro de nós existe sempre um espaço para crescer, para aprender, para desenvolver o amor mais e mais.

Olhe para dentro de si hoje, amanhã e depois. A cada dia, olhe para dentro de si e pergunte-se: E esse sentimento, o que ele me traz? Nós sempre podemos aprender com as nossas experiências; é isso que nós viemos buscar. É isso que a nossa alma anseia: que nós passemos pelo processo e olhemos para dentro, aprendendo a não julgar a nós mesmos, a amar quem nós somos e a ampliar o nosso entendimento sobre o que é o amor.

Aquele que ama a si mesmo não se julga pelos pensamentos, pelos sentimentos. Mas ele presta atenção. E, como um pai amoroso, ele guia o seu ego na direção do aprendizado. Ele olha e diz para si mesmo: “O que será que isso quer me mostrar?” O que será que tal sentimento quer me dizer? O que será que tal sensação está tentando me trazer? E aí eu percebo, eu aprendo. E, dia após dia, na repetição, eu vou observando o meu corpo enquanto ele reage à situação. É um processo de amar, é um processo de amor.

É muito importante que você aprenda a se amar. É muito importante que você não largue a sua própria mão na escuridão. E aquilo que você acha que é feio, que é doloroso, que te traz medo, que te dá vergonha, tudo aquilo que você classifica como não sendo apto para ver a luz do dia, para ser reconhecido pelo outro. Tudo isso deve ser olhado com amor por você. Você é quem você é. Tente honrar aquilo que cada sentimento vem trazer — lembrando sempre dos limites do livre-arbítrio, lembrando que o nosso espaço termina onde começa o espaço do outro.

Olhe para dentro de si hoje. Com certeza tem um sentimento te apertando o coração. Talvez você queira falar algo que tenha medo. Medo de ser julgado. Lembre-se de que o sentimento é seu e, se você sente a necessidade de falar, fale. Senão você vai se julgar por não ter contado, por não ter falado. E isso vai ser mais um peso para você carregar. Se a pessoa que receber esse sentimento — o que quer que você tenha que entregar — não for capaz de entender, deixe ir. Entregue o que você tem que entregar, entendendo que você está entregando a ela algo: um sentimento, uma palavra de amor, uma necessidade. Você precisa de espaço. Você está entregando a ela o que você precisa. E ela vai lhe responder com o que ela tem.

Mas, quando você entrega aquilo que você precisa, lembre-se de que você só precisa disso. Não vá com o entendimento de que a pessoa tem que responder à altura de algum entendimento que você tem. Entregue e deixe ir; aquilo que você precisava foi feito. Então seu coração fica livre, leve e solto. E você continua.

Não julgue. Se você precisa, se seu coração sente que você precisa, e isso não invade o livre-arbítrio de ninguém, faça isso com o maior amor que você pode juntar, com respeito, alinhado com o seu próprio entendimento do que é correto para você. Está tudo certo? Faça isso. É o que você precisa fazer.

E por isso eu venho dizer a você agora, como eu disse antes, né? Você é perfeito do jeito que você é. Nós lidamos com muitos sentimentos que foram gerados a partir de atitudes do outro. Não é culpa do outro. Nós percebemos o entendimento dessa maneira e nós o trazemos para dentro de nós. Eu tenho medo de confronto, um sentimento de inferioridade… Era difícil para mim entender por que eu sou como eu sou. Mas eu me amo do jeito que eu sou. Depois de 40 anos, eu aprendi a aceitar quem eu sou. Porque eu sou como eu sou, amo quem eu sou e isso me permite me libertar desses medos, desses sentimentos e dessas dores.

Eu não carrego mais o entendimento de que sofrimento é sinônimo de dor. Sofrimento é sinônimo de movimento. E nós sofremos movimentos todos os dias. E esses movimentos vêm com o objetivo de nos ensinar. Eu pretendo aprender com as coisas que acontecem no meu dia a dia. Às vezes, sim, elas trazem dor. Mas eu aprendo com isso também. Eu penso na razão de algo ter me trazido dor ou algum sentimento, e, da próxima vez que a mesma situação aparecer, eu já sei. Eu entendo, eu compreendo, eu sinto. E assim eu vou ficando mais leve.

Eu não sei por que estou falando disso… Obviamente o texto não está claro. É algo sobre sentir, que o momento pede.

Alguém precisa falar. E se você precisa falar, lembre-se de que talvez a pessoa não queira ouvir. Ou não vai conseguir ouvir da maneira como você espera. Mas você não precisa que ela ouça. Você precisa falar. Então fale. Só fale. Talvez a pessoa te surpreenda, talvez não. Mas você não deve se perder na confusão: o que você precisa é falar, não é?! Então fale. Mesmo que ninguém entenda ou mesmo que você ache que ninguém vai entender.

Só fale. É o que eu estou fazendo aqui. Talvez ninguém nunca saiba o que eu estou falando aqui. Mas eu não estou falando aqui porque eu preciso que alguém ouça, leia, perceba isso. Eu estou falando aqui porque eu preciso compartilhar. E esse é o meu movimento. E esse é o meu lugar. É isso que me traz tranquilidade e segurança. E que está me ajudando a encontrar quem eu realmente sou e aquilo que eu desejo realmente fazer.

Então abra seu coração hoje para o movimento que você deseja fazer. E faça. Sem expectativa no outro. Lembre-se sempre de que você faz por você. É somente por você. E honre o seu movimento, honre o seu sentimento, honre quem você é hoje. Assim você sempre pode aprender e ser “melhor” amanhã. Mas hoje você honra o ponto aonde você chegou. E você agradece a essa tecnologia que abriga parte da sua energia. E que torna capaz, torna possível você habitar nesse planeta. E andar por aí. E vivenciar as coisas que você realmente gosta e aquilo que te traz felicidade.

“Gratidão ao corpo que nos abriga. Gratidão a esse corpo que nós criamos para habitar aqui nessa experiência”.

Que ele continue nos abrigando saudáveis, seguros, nem sempre felizes, mas espero que sempre em paz. A felicidade é passageira; mas a paz, que a paz seja constante. Que a paz seja extasiante, que a paz seja o nosso normal.

É isso que eu desejo para você hoje: que você encontre a paz dentro de você!

Gratidão, gratidão, gratidão.

Assim é, assim é, assim é.

27 de março, 21h55.

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