Trago a canalização de hoje, praticamente como veio. Certamente o texto se beneficiaria de uma edição rigorosa, mas, por hora, vou compartilhar como está. Fez muito sentido para mim.
(E perdão pelos incontáveis “caminhos” do texto, assim vieram e assim ficaram)
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Interessante que eu encontro novamente aquele ser caminhando pela estrada. Ele veste branco, o vento continua batendo e a roupa balançando. Mas eu não vejo movimento; é como se o tempo estivesse congelado. Eu olho em volta e tudo está parado. As roupas estão em uma posição que indica que há vento. As mãos estão em uma posição que indica que a pessoa está andando. Mão direita à frente, mão esquerda atrás.
Eu consigo ouvir o vento uivando, folhas se elevando. E agora eu vejo o pé pisando em uma lama vermelha, num solo que acabou de receber a chuva. O pé passa e uma poça d’água se forma. Eu vejo o pé entrando na terra, a terra preenchendo o espaço entre os dedos. Aquele movimento, aquele sentimento, aquela intenção, aquela sensação… Só caminhar, depois da chuva, em terra molhada faz a gente sentir essa conexão. Enquanto a terra se molda ao nosso pé e nos massageia, enquanto a gente se move, ela nos recebe com amor. E a gente vai deixando a nossa pegada aqui.
Eu olho para trás e consigo ver de onde aquele ser veio. A pegada está marcada, firme, presente. Não sei se é consciente, mas eu consigo ver. Qualquer um que viesse por esse caminho poderia ver. Ele deixa um registro energético. A sua forma está ali, registrada. E assim acontece com todos nós. Nós deixamos a nossa marca por onde quer que nós passemos.
Interessante o entendimento de que, às vezes, a pessoa que vem atrás vai seguir os nossos passos. Algumas pessoas vão aproveitar que o caminho já foi feito e vão pisar dentro das nossas passadas, se aproveitando que a resistência ali é menor.
Mas aí que está… Quem faz isso chega no caminho antes ou depois? Leva mais tempo ou menos tempo? Quem faz isso aprende tudo o que deveria aprender? Será que é parte da sua trajetória seguir no mesmo caminho que o outro; ou será que seria mais proveitoso para essa pessoa seguir no mesmo caminho, paralelamente, acompanhando os passos e vendo aonde os passos levam, mas traçando o seu próprio trajeto, pisando na terra, permitindo que a terra sinta sua energia?
Como é a conexão de alguém que não se permite seguir o seu próprio caminho? Que utiliza o caminho de outra pessoa para chegar a algum lugar que pode ser que seja o mesmo onde ela deveria estar, mas pode ser que não. O milímetro faz diferença nessa história. Um milímetro para a direita, um milímetro para a esquerda, pode mudar toda uma trajetória.
E eu hoje? Eu estou usando o exemplo do outro, olhando a estrada que ele está traçando, acompanhando, mas seguindo o meu próprio caminho? Às vezes, talvez sentindo uma pedra onde eu não sabia que existia, talvez precisando me esquivar, porque na minha frente há algum obstáculo, ou percebendo que eu preciso escolher se esse é mesmo o lugar por onde eu tenho que ir. Será que aquele que pisa exatamente nos passos do outro tem tempo, tem abertura e tem entendimento para escolher, para perceber se aquilo é o que realmente ele quer ou se é só uma maneira de seguir com menos atrito, chegando ao final, porque o objetivo é chegar ao término do caminho? Quanto ele deixou de aprender no trajeto? Quanto ele deixou de experienciar e experimentar, porque o outro amaciou o caminho para ele?
Qual caminho nós estamos escolhendo hoje? Considerando que o meu caminho é cheio de pedras, eu posso suspeitar de por onde eu estou andando. Mas e você? Você está indo por um caminho que já foi trilhado milhares, talvez milhões de vezes sem pensar se esse é o melhor caminho para você? Você não precisa ir muito longe para trilhar o seu próprio caminho. Olhe para os lados. Pense. Quando for pisar onde o outro já pisou, olhe e pense. É realmente aqui que eu quero andar? Pode ser que seja. E está tudo bem. Que bom que o seu caminho, que aquele caminho que você sente que é para você, já foi trilhado e está pronto. Mas pode ser que, assim como eu, você perceba que não. E está tudo bem desviar no meio do caminho e seguir o seu próprio. Todos os caminhos, no final, vão dar no mesmo lugar, porque todos nós vamos sair daqui em algum momento. Alguns de nós para nunca mais voltar. Outros, para retornar tantas vezes quantas forem necessárias para perceber que precisam seguir o próprio caminho e não aquele que alguém tenta fazê-los seguir; não aquele que muitos seguiram antes. Muitas vezes nós não ouvimos a nós mesmos e não percebemos que aquele não é o caminho que nós queremos seguir.
Pode haver pedras no meu caminho. Mas está tudo bem. Se eu pisar e sentir uma pedra, da próxima vez eu aprendo a dar um próximo passo mais leve. Se eu sentir qualquer coisa embaixo do meu pé, eu desvio um pouquinho. E está tudo bem. O destino final não é o que importa aqui; é o que a gente aprende no meio do caminho que a gente leva com a gente. Eu acho que a questão mais importante a pensar é: estou eu aprendendo algo nessa encarnação ou eu estou vivendo em piloto automático, seguindo um caminho que foi designado por outra pessoa?
Não quer dizer que a sua vida tenha que ser difícil, complicada, complexa, se você seguir o seu caminho. Eu sinto que a minha não é. Eu sinto que sou abençoada de inúmeras maneiras, mas estou vivendo o meu próprio caminho. E quanto mais eu escolho o meu próprio caminho, por mais pedras que encontre, por mais desvios que sejam necessários, mais fácil se torna a vida e mais fácil é o trajeto. E mais alegria eu tenho nele, porque eu encontro paisagens que eu não esperava, eu encontro coisas que eu não esperava. E isso só é possível porque eu não sei o que vai acontecer.
Bonita mensagem de hoje. Espero que possa te trazer paz e conforto de alguma maneira, como trouxe para mim.
Não pense que eu segui a minha vida inteira pelo meu próprio caminho. Eu comecei seguindo os passos dos outros, mas o meu pé nunca coube; nunca encaixou ali. Sempre houve algo estranho. Não é a necessidade de ser diferente; todos nós somos diferentes, porque nós viemos experienciar algo diferente que a nossa alma precisa. Mas todos nós somos iguais, porque todos nós somos parte do mesmo ser. Todos nós fomos criados pelo mesmo ser. Então pode ser que você escolha ver pela diferença, pode ser que você escolha ver pelo eu sou igual. Mas cada um olha da forma que é melhor para si.
Eu costumava achar que eu era diferente. E eu costumava levantar essa bandeira e gostar de “ser diferente”. Eu ainda levanto essa bandeira de vez em quando. Mas quanto mais o tempo passa, mais eu percebo o quão iguais todos nós somos: perdidos, tentando encontrar um sentido nesse caminho que a gente está seguindo; tentando nos segurar nas verdades que a mente cria, que não são verdade; tentando dar um sentido para a vida, quando o único sentido da vida é viver. E a única grande verdade é que essa aqui não é a realidade; nós aqui estamos dormindo. Essa é uma experiência da alma que está lá fora e que nos criou.
Eu tive que desaprender e ainda estou desaprendendo a pensar com a minha mente. E somente sentir.
O que será que a minha alma quer descobrir, experienciar, vivenciar por meio desse corpo, dessa tecnologia que ele criou para aqui enviar parte da sua consciência? O que será que a Cristiane vem experienciar? Eu ainda estou aprendendo. Mas quanto mais eu olho em volta, mais eu percebo, nas atitudes, nas ações, na maneira como as pessoas vivem a sua vida, o quão perdidas, confusas elas estão. O quanto elas precisam de amor. E como elas buscam desesperadamente isso do lado de fora, quando poderiam encontrar dentro delas. Mas elas também aprenderam com pessoas que estavam perdidas, confusas, que não ouviram o coração e ensinaram aos seus filhos que elas precisam pedir permissão para tudo.
Quem está errado nessa história? Ninguém está errado. Não existe errado. Não existe certo. Existe o que a gente vivencia, o que a gente sente, o que a gente traz para nós mesmos. Cada um tem o livre-arbítrio de escolher se aquilo que lhe foi dito é correto ou não para si mesmo. Esses pais, esses avós tiveram o direito de falar e de passar as suas informações, as suas vivências adiante. Agora, se nós, filhos, netos, escolhemos aceitar e assumir essas questões como verdade, aí é o nosso livre-arbítrio.
Então pense se você está tomando o seu próprio caminho. Permitindo que a terra preencha a sua passada, registrando a sua jornada aqui. Ela quer te registrar, ela quer te aceitar exatamente do jeito que você é. Permita-se amar o seu caminho, que é diferente de qualquer outro, porque a sua energia é só sua. Era isso por hoje.
Gratidão, gratidão, gratidão.
Assim é, assim é, assim é.
Abra o seu coração para a verdade. Você é o único em sua energia, mas você é parte do todo, como todos aqueles que estão à sua volta.
Você é único, mas você não é o único. Você está sozinho, mas você não está. Você pode achar que é diferente, e é, se a gente olhar de longe, mas, quando a gente olha de perto, você é como todos os outros. Pois todos nós somos uma extensão da espiritualidade, do todo, da Fonte. Cada um de nós contribuindo com um entendimento novo. E, enquanto nós evoluímos, Deus, a Fonte, a Luz Divina, evolui conosco também.
Não é à toa que nós estamos aqui. Enquanto nós evoluímos, tudo que existe ao nosso redor evolui junto. A espiritualidade trabalha incansavelmente para nos auxiliar. Não que eles pensem em cansaço, porque eles entendem que é sobre amor. Eles fazem por amor. E eles fazem porque estão fazendo por eles mesmos. Sempre respeitando o nosso lugar, acompanhando-nos e guiando-nos quando nós pedirmos ajuda. Então, se você se sente perdido, se você quer encontrar o seu próprio caminho, assim como eu, ORE. Peça ajuda. Quando a gente pede intervenção, permite e aceita ajuda, aí eles entram. Mas eles precisam dessa permissão. E eles estão esperando que nós oremos por eles. E que nós abramos o nosso coração para receber esse movimento que eles estão prontos para nos entregar.
Gratidão à luz. Gratidão às egrégoras que nos acompanham. Gratidão e paz a todos aqueles que chegaram até aqui.
Talvez você só precise saber que merece ser amado somente por viver, somente por existir. Se é que somente a palavra correta para se usar aqui.
Gratidão, gratidão, gratidão.
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26 de março, 19h35.