Eu encontrei em uma canalização um entendimento interessante que meu Eu Superior quer compartilhar.
Por diversas razões, nós passamos a acreditar que devemos deixar a criança e o adolescente interior para trás e crescer. E é aí que acontece a desconexão e que começa a tristeza, a decepção, o sofrimento na encarnação. Se você ainda pensa assim, é hora de repensar esse entendimento.
A criança é nossa conexão com a confiança (em nós e nos outros). É na criança que mora a criatividade, a alegria verdadeira. A criança não julga, ela aceita. A criança ama sem criticar; se entrega sem nada esperar. A criança é a parte mais inocente de nós. E, a meu ver, a mais preciosa.
Já no adolescente nós encontramos a ideologia, a força de vontade e o desejo de fazer. O adolescente também é confiante, mas de maneira diferente. Ele confia que, colocando o pensamento em algo, aquilo vai acontecer. E ele enfrenta o que julga ser errado, de frente e sem medo. O adolescente se apaixona com todo o coração, fantasia, cria mil narrativas e frequentemente não é correspondido. Mas ele ama, ele simplesmente ama.
E o adulto, então? Qual o papel dele nisso tudo? Bom, diz meu Eu Superior que o adulto está ali como protetor, para garantir que a criança e o adolescente sejam amparados em momentos de dor. Não é papel do adulto criticar, podar ou impedir a criança e adolescente interior de se expressar; seu papel é guiar, amar e permitir que eles estejam vivos e felizes dentro de si. Um adulto que não tem sua criança e adolescente equilibrados, vivendo em sua mais elevada expressão, se torna duro, frio e incapaz de amar.
Então, se você quer que seu adulto se equilibre e encontre tranquilidade, cuide da criança e do adolescente que estão pedindo atenção no seu interior. Uma vez que seu adulto encontra sua função, que é nutrir e permitir que eles expressem sua real essência, tudo encontra seu lugar.
Cure seu adulto permitindo que cada parte do seu ser se expresse em sua versão mais elevada. E quando uma versão menos elevada quiser falar, deixe seu adulto ouvir e aconselhar. Essa é sua função na história. E com o tempo, vivendo esse amor interno, você vai percebendo que passa de um lugar de eterna confusão para um lugar de paz, no qual há permissão para somente ser. E assim, o adulto vai se conectando com seu ancião.
O ancião é aquele que já passou por tudo, já viveu tudo, já aceitou ser como é, se ama e se permite falar ou calar… e agora ele pode ensinar e frequentemente o faz pelo exemplo. O ancião é a expressão da harmonia da criança, do adolescente e do adulto interior. Ele é a expressão do amor.
Você pode procurar mais informações sobre os níveis do ego e como se expressam no seu cotidiano. Certamente esse entendimento vai agregar muito à sua vida.
Essa canalização veio para me permitir olhar de uma maneira diferente para a questão. Eu costumava olhar de maneira compartimentalizada para cada nível do ego e agora entendo mais claramente como o processo ocorre. Foi uma visão interessante e que vai trazer muitas outras reflexões.
Até mais!
14 de dezembro, 20h14.